Comportamento

Se você não pode ir até o museu, ele vai até você com o auxílio da Era Digital

Escrito por  Redação

18/05/2021 às 11:00

3 minutos

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Hoje, quando se comemora o Dia Internacional do Museu, as programações batem à porta do lar levando cultura e conhecimento

O lar tem se tornado cada vez mais local de reencontros, aconchegos e de novas experiências em família. Hoje é comemorado o Dia Internacional do Museu e a internet nos trouxe a possiblidade de se conectar com histórias e memórias passadas, através de exposições em museus virtuais, que já dominaram o meio digital e estão cada vez mais dentro de casa.

Os museus aproximam o ser humano com o passado, trazem uma reflexão sobre o presente e ajudam a pensar sobre o futuro. O acesso a essas instituições trazem além de aprendizado, uma nova forma de enxergar a vida.

Os museus passaram por muitas mudanças ao longo dos tempos, mas todas começam a partir da aproximação do ser humano e suas memórias.

Segundo o museólogo Carlos Vitor Silveira, a origem dos museus está no hábito humano do colecionismo, da necessidade de perpetuar ideias, valores e crenças, através da fala ou objetos representativos, atribuindo valores afetivos, estéticos e socioculturais.

“O termo original vem do grego “mouseion”, que significava o Templo das Musas. As musas eram as filhas de Zeus e Minemósine (deusa da memória), divindades responsáveis pelos conhecimentos ligados à arte e a ciência, regiam a poesia, o canto, a oratória, a astronomia, as artes cênicas e a dança. O seu templo era o local de produção, preservação, estudo e transmissão dos conhecimentos”, destaca o profissional.

Os museus, assim como outras instituições, evoluíram ao longo dos tempos e passaram a ocupar a internet, com exposição de conteúdos físicos no meio digital, ou até mesmo com ambientes totalmente virtuais.

“O fato é que o mundo virtual trouxe infinitas possibilidades como pesquisa de acervos, informativos, interação com o público e visitas virtuais. Efetivamente hoje, você pode conhecer um museu sem sair de casa”, acrescenta o especialista.

As instituições com mais recursos conseguem proporcionar uma experiência mais interativa e completa para quem acessa. Mesmo assim, as redes sociais se tornaram a ferramenta mais democrática de divulgação dos conteúdos.

“Os sites dos museus oferecem muitas coisas, mas existem plataformas que hospedam exposições e museus virtuais, em sua grande maioria são visitas gratuitas, com uma busca rápida na internet, de acordo com o interesse da pessoa”, diz o profissional.

Com tanto avanço tecnológico, a experiência em visitar um museu dentro de casa pode ser bem satisfatória. Mas, mais importante que isso é se conectar dentro do ambiente do lar.

“Todos nós possuímos um “museu interior” regido pelas lembranças, que se manifestam por meio das memórias, objetos e fotografias antigos, que contam a nossa história e a da família. Que tal se conectar abrindo aquela caixa cheia de lembranças que está no guarda-roupa?”, finaliza o museólogo.


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