Assim como os adultos, os pets também precisam de atenção rápida quando o estado emocional pede socorro  

Se o seu pet está lambendo demais as patas, comendo e latindo excessivamente, agitado, carente e até te atacando, ele pode estar com sintomas de estresse. É hora de ligar o alerta e mudar algumas atitudes para ajudá-lo a sair desse momento.

Mas o que fazer ? A veterinária Fernanda Harry dá algumas dicas que ajudam a tirar os bichanos dessa zona de risco.

“Deixar os animais sozinhos pode agravar o quadro. Muitos sofrem de síndrome da separação e ausência dos seus donos. Muitos choram, latem, destroem móveis e brinquedos quando estão sozinhos. Nesses casos, aproveitar ao máximo o tempo junto com seu animal e deixar uma peça de roupa sua usada com ele ao sair, pode ajudar. Arrumar outro cãozinho para fazer companhia também pode ser indicado”, detalha a veterinária.

É importante considerar que algumas raças são hiperativas e podem apresentar estresse com a falta de interatividade com os donos, que proporcione a prática de exercícios e brincadeiras.

“Ter cães grandes em pequenos espaços também é uma situação que pode levar o animal a quadros de estresse. Antes de comprar ou adotar um bichinho, tente se informar sobre a personalidade e necessidades específicas de cada animal. Cães grandes necessitam de passeios duas ou três vezes ao dia, exercícios e brincadeiras ao ar livre”, reforça Fernanda Harry.

Alguns animais sentem medo/pânico ao ouvir barulhos altos (como fogos de artifício, trovões e etc.) Esses animais podem apresentar comportamentos de agitação, tentativas de fuga, latido e podem, inclusive, se machucar nesses momentos. A dica é consultar um veterinário para que seja feita dessensibilização do animal. Em alguns casos são até necessários o uso de medicamentos sedativos.

Antes de qualquer decisão de medicar o animal, seja lá qual for o comportamento de estresse do pet, é fundamental consultar um veterinário para que indique medicamentos fitoterápicos, homeopáticos, antidepressivos, ansiolíticos, sedativos e etc. Cada caso deve ser analisado junto ao profissional, para que seja escolhida a melhor conduta para seu animalzinho.