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TURISMO

02 de agosto de 2022

Rotas da cachaça: cinco destinos que produzem o destilado

Turismo

02 de agosto de 2022

Escrito por

Maristela do Valle

Tempo de leitura: 2 minutos

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2 minutos

A cachaça, motivo de orgulho nacional, é Patrimônio Cultural e Histórico do Brasil. Só em 2021, o país exportou 7,22 milhões de litros para 67 países, segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). É muita cachaça – e de qualidade.

A bebida fica mais gostosa ainda quando degustada com uma bela paisagem e no próprio alambique. Alguns mostram o processo de produção do destilado para os turistas e têm lojas com rótulos premiados. Assim você pode abastecer o bar do seu apartamento PATRIANI com aguardentes de primeira. Confira aqui cinco destinos para você degustar e adquirir cachaças de ótima qualidade.

Paraty (RJ): sinônimo de cachaça desde 1600

Paraty, no litoral fluminense, é referência nacional em cachaça desde cerca de 1600. A produção da cidade era tão importante na época do Brasil Colônia, que muita gente chamava a aguardente de “paraty”.

Hoje os alambiques artesanais são atrações turísticas de Paraty, que também é famosa pelo belo casario colonial. Alguns são o Engenho d´Água, que produz a Cachaça Coqueiro desde 1803; o Paratiana, que tem um Museu da Cachaça; e o Engenho d´Ouro que tem restaurante caseiro e cachoeira.

Fãs da aguardente podem programar a viagem para a época do Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty, que em 2022 acontece entre os dias 18 e 21 de agosto. No período, você assiste a recitais e palestras, além de degustar bastante branquinha.

Tiradentes (MG) e o mais antigo alambique brasileiro

A região de Tiradentes, em Minas Gerais, também tem muita história nas suas construções coloniais e na produção da cachaça. Fica a 20 km da cidade histórica, no município de Cel. Xavier Chaves, o alambique mais antigo em funcionamento no Brasil: o Engenho Boa Vista que, segundo a lenda, era frequentado pelo próprio Tiradentes na época do Brasil Colônia. Sua cachaça mais famosa é a Século XVIII.

A Mazuma Mineira também abre as portas aos turistas e mostra todo o processo de produção da cachaça, desde o canavial até o armazenamento – terminando com a degustação. O alambique fica no charmoso distrito de Bichinho, situado a 7 km de Tiradentes e famoso pelo belo artesanato mineiro.

Na dúvida em qual cachaça levar para casa? A Confidências Mineiras – Ateliê da Cachaça é uma loja com mais de 1.100 rótulos para você escolher com a ajuda da equipe local, que encontra a bebida certa para o seu paladar. E a loja fica em um edifício colonial do Centro Histórico, tornando-se mais uma atração do seu passeio cultural.

Circuito das Águas Paulista (SP) e seus alambiques artesanais

O Circuito das Águas Paulistas concentra dezenas de alambiques artesanais que produzem ótimas bebidas graças às fontes de água mineral e ao solo fértil. Assim os paulistas não precisam ir longe para encontrar cachaças de qualidade.

Ficam em Monte Alegre do Sul a premiada Campanari, que faz aguardente com receita familiar desde 1932; a Brisa da Serra Destilaria, que produz a cachaça oficial do time Palmeiras; a Chora Menina, existente desde 1952; e a Adega Peterlini,que tem construções de mais de 140 anos, como uma tulha de café.

Já Serra Negra é o endereço do Sítio Bom Retiro, que oferece vinhos e cachaças artesanais produzidos pela tradicional Família Carra; e da Família Silotto, que produz Cachaça Azul com flor e folha da mexerica.

A Fazenda Benedetti, em Amparo, tem alambique desde 1929 e abre suas porteiras para degustação de delícias do campo produzidas no local, como café, licor, vinho, mel, doces e sua cachaça Flor da Montanha. Amparo ainda sedia o Festival da Cachaça do Circuito das Águas Paulista de 19 a 21 de agosto, com muitos shows e degustação da branquinha na Praça Pádua Salles.

Luiz Alves (SC): capital catarinense da cachaça

Considerada por lei a Capital Catarinense da Cachaça, Luiz Alves se destaca por produzir os destilados com melado, tornando-os bastante saborosos. Foram os imigrantes italianos, alemães e portugueses que introduziram a bebida na região, nos anos 1930 e 1940, ao aproveitar o excedente da produção do açúcar mascavo.

Hoje a Rota da Cachaça de Luiz Alves é formada por dez alambiques premiados, que abrem suas portas para os turistas. Assim os visitantes conhecerem o processo de produção do destilado e depois degustam as bebidas. Fazem parte da rota a Wruck; a Flor de Cana, Schoepping e Bylaardt.

Luiz Alves, no Vale Europeu, fica pertinho de famosas cidades catarinenses, como Blumenau, Joinville e Balneário Camboriú. O aeroporto mais próximo é o de Navagentes, a 37 km de distância.

Ivoti (RS): cachaça alemã na Serra Gaúcha

A Serra Gaúcha é famosa pela produção de vinho, mas também tem cachaça de qualidade em alambiques de Ivoti, município que faz parte da Rota Romântica, assim como as célebres Gramado, Canela e Nova Petrópolis. Conhecida como “Cidade das Flores”, Ivoti agora também é considerada a Cidade da Cachaça.

A origem da cachaça em Ivoti é curiosa. Ao chegarem ao município, os imigrantes alemães começaram a produzir o destilado schnapps a partir da batata-inglesa e só depois aderiram à cana-de-açúcar. Mesmo assim, muito ivotiense ainda chama cachaça de schnapps.

São abertas à visitação, por exemplo, as destilarias Bocknorny, inaugurada em 1912 e administrada pela mesma família há cinco gerações; e a Weber Haus, que exporta bebidas para mais de 20 países e tem mais de 80 marcas. A cachaça ganhou uma importância tão grande para Ivoti que ele realiza o seu 1º Festival da Cachaça de 5 a 7 de agosto.

Maristela do Valle é jornalista especializada em turismo há mais de 25 anos. Trabalhou em publicações como o caderno de Turismo da Folha de S. Paulo, a revista Viagem e Turismo e o site viajeaqui.com.br. Já visitou cerca de 30 países e é autora dos livros “Lua de mel – como planejar sua viagem” e “Viaje Sozinha – Dicas e experiências para que você viaje na boa e se divirta como nunca”, ambos da Panda Books.

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Maristela do Valle

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